Desconfinamento: Oportunidade para uma versão melhorada

Atualmente vivemos uma nova etapa da crise pandémica, que embora difícil dadas as contingências envolvidas, traz consigo uma maior esperança face ao futuro, e ao regresso a uma normalidade perdida. 

Somos seres de hábitos, e como tal, independentemente do género, da faixa etária, da crença religiosa, ou demais ideologias, todos nós fomos forçados a desenvolver num curto espaço de tempo, a integração de uma nova organização das nossas vidas, quer em termos pessoais quer em termos profissionais.

E se com a conclusão do confinamento nos questionávamos, sobre quais teriam sido os verdadeiros danos colaterais que esta nova organização acarretou, importa agora mais do que nunca, e apesar de tantas vezes já ter sido referido durante esta crise pandémica, aproveitarmos verdadeiramente esta oportunidade para realizarmos esforços, não para de uma forma falaciosa melhorarmos as nossas sociedades, mas antes para nos tornarmos em melhores versões de nós mesmos.

– Por onde poderá passar essa mudança? Tornando-nos menos donos do nosso corpo e mais mestres da nossa mente.

Como deveremos agir para o podermos alcançar? Organizando a nossa vida tendo por base uma saúde mental positiva e seguindo o exemplo das nossas crianças quando estão na idade dos Porquês, onde através de um questionamento construtivo deveremos procurar uma constante automonitorização do nosso estado. Qual a melhor forma de resolver problemas? Trabalhar diariamente para os evitar, ou então não sendo tal possível, diminuir a sua magnitude e  interferência nas nossas vidas. Mas será realista considerar possível vivermos as nossas vidas sem problemas? A resposta é não. O impacto causado pelos problemas é em grande parte explicado pela forma como cada um o encara, de uma forma destrutiva ou construtiva. Assim temos pessoas que ao encarar o problema, focam a sua atenção no problema e nas causas que levaram ao mesmo. E este processo torna-se de tal forma intenso que a grande parte das pessoas fica refém dele.

Por outro lado, temos pessoas, que aceitam a existência dos problemas, e incidem o seu foco na busca de soluções para lhes fazer frente, acabando por desenvolver competências que lhes permitem fazer frente a uma diversidade de problemas.

E porquê a existência desta disparidade de comportamento? Porque alguns de nós vivem as suas vidas assentes na premissa de que não podem falhar, e fazem-no tão intensamente que desde cedo o transmitem aos seus filhos (necessidade de crescerem rápido, percursos escolares perfeitos), condicionando o seu desenvolvimento.

Estaremos nós a proporcionar pouco envolvimento em troco de um suposto grande desenvolvimento?

A processar…
Success! You're on the list.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s