Integração Sensorial

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De acordo com Ayres (2005), a integração sensorial pode ser definida como o processo cujo cérebro organiza as informações com a finalidade de dar uma resposta adaptativa adequada. Isso é responsável por estruturar as sensações do próprio corpo e do ambiente de maneira que possibilita o uso eficiente do mesmo no ambiente.

Podemos explicar a integração sensorial como a capacidade inata de organizar, interpretar e responder apropriadamente às sensações provenientes do ambiente que nos rodeia.

As alterações sensoriais das crianças podem afetar seu comportamento em atividades diárias familiares, inclusive comer, dormir e rotinas de dormir.

Na prática, uma criança que evite certos tipos de roupa, não aprecie lavar o cabelo e use as pontas dos dedos para a manipulação, pode apresentar um distúrbio da modulação sensorial devido ao evitamento do input sensorial normal, tal como os exemplos mencionados, e que muitas vezes é acompanhado de reacções negativas por parte da criança como o choro e/ou birra.

Por outro lado, e ainda nos distúrbios da modulação sensorial, um dos tipos de desordem ao nível do processamento sensorial, a criança pode ignorar ou ser relativamente pouco afectada ao input sensorial normal levando a uma procura de experiências sensoriais muitos fortes, como saltar repetidamente ou rodopiar.

Alguns sinais de alerta!

Esta disfunção pode estar presente em crianças com um desenvolvimento típico e sem alterações cognitivas, como em crianças que tenham outro diagnóstico médico. E nem todas as crianças com dificuldades de aprendizagem, de desenvolvimento e comportamentais têm necessariamente uma desordem de integração sensorial.
contudo, existem determinados fatores, que podem indicar a existência desta disfunção. Pais e professores devem estar atentos aos seguintes sinais de alerta e comportamentos:

  • Dificuldades de atenção/concentração;
  • Dificuldades comportamentais;
  • Dificuldades de coordenação motora (global e fina);
  • Atraso na fala e na linguagem;
  • Dificuldade em ajustar-se e em adaptar-se socialmente;
  • Dificuldade em aceitar determinadas sensações (visuais, auditivas e/ou táteis);
  • Pobre capacidade em sequenciar tarefas;
  • Excesso de atividade ou lentidão;
  • Sem consciência do perigo;
  • Impulsividade;
  • Isolamento social;
  • Baixa autoestima;
  • Baixo nível de motivação para atividades que já conhece e para novas.

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(em atualização)